sábado, 27 de agosto de 2016

A musicalidade e a poética de Julinho Marassi

Em entrevista exclusiva para o Desde, cantor e compositor de Barra Mansa fala de poesia e aponta caminhos para a MPB
Julinho Marassi fazendo o que mais gosta de fazer. Foto: Bruno Cancela
Por Raulino Júnior

Júlio César Marassi, o Julinho Marassi, tem 50 anos, é casado e pai de dois filhos: Paula Marassi e Lucca Marassi. “Sou bem casado e tenho imenso orgulho da minha família”, faz questão de destacar. Nasceu, foi criado e vive até hoje em Barra Mansa, município do Rio de Janeiro. Em 1986, se formou em Odontologia, pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) e, durante 15 anos, atuou como professor universitário, atividade que fez parte da sua vida até 2003, quando não deu mais para conciliar com a carreira musical. Em 1991, ingressou na pós-graduação em Endodontia, na Universidade de Taubaté (UNITAU), concluindo no ano seguinte. A música o acompanha desde a mais tenra idade, mas foi na década de 80, do século passado, que a arte se tornou protagonista na sua história. Nessa época, era vocalista da banda de pop rock Boca Atentada, cujo nome foi inspirado no batom vermelho de uma colega de turma. Há 25 anos, forma, com Gutemberg Silva, a dupla Julinho Marassi e Gutemberg, de Música Popular Brasileira (MPB). O parceiro musical foi apresentado a ele por duas ex-alunas, que pediram para Julinho deixar Gutemberg dar uma "palinha" no seu show, tocando atabaque. Do encontro casual até hoje, a dupla já produziu três CDs (Questão de Tempo, de 1998; Julinho Marassi & Gutemberg, de 2002, gravado ao vivo no Appaloosa, em Quatis-RJ e Aos Meus Heróis, de 2011), um DVD (Julinho Marassi & Gutemberg, de 2005, gravado ao vivo na Arena, em Nova Iguaçu-RJ), fez shows no Brasil e também fora do país. Para o futuro, o plano é gravar um DVD acústico. “Existe uma ideia, ainda incipiente, de gravar um DVD acústico com todas as músicas dos outros CDs e minhas novas composições, que ainda não foram oficialmente gravadas. Mas isso só seria no ano que vem”, projeta.

Nesta entrevista, feita por e-mail, Julinho faz um balanço da carreira, fala de suas experiências acadêmicas e de como ingressou no universo musical. O cantor e compositor opina sobre a música brasileira da atualidade, sobre a nossa democracia e fala como foi o processo de composição da música Eu e a Lua, parceria que tem com Manno Góes, prestigiado compositor baiano. Ainda sobre a Bahia, confidencia: “Minha cultura musical vem de uma mistura bem baiana”. Para tocar em solo baiano, só falta um convite: “Levaremos, com grande prazer, nosso suingue e canções para essa terra maravilhosa”, entusiasma-se. Também destaca a experiência que teve, como empresário, junto com Gutemberg, na administração das casas de show Appaloosa (Quatis, RJ) e Cana Café (Volta Redonda, RJ). E, especialmente para os leitores do Desde, Julinho canta, em vídeo, as músicas Aos Meus Heróis e Acorde, Brasil, que também são pautas desta entrevista. Não deixe de ler!

Desde que eu me entendo por gente: Durante quinze anos, você foi professor universitário. Como foi essa experiência? 

Julinho Marassi: Assim que me formei, em 1986, na Faculdade de Odontologia de Volta Redonda, já fui convidado pelo professor titular da cadeira de Endodontia (tratamento de canal) para estagiar como Auxiliar de Ensino na disciplina dele. Em 1991, entrei na pós-graduação de Endodontia, na UNITAU (Taubaté-SP) e, em dois anos de curso, já pós- graduado, me efetivei como professor auxiliar na UniFOA, na própria cadeira de Endodontia. Ministrava algumas aulas teóricas também, mas o meu maior tempo era destinado a auxiliar os alunos nas aulas práticas, com pacientes. O convívio com alunos é sempre inspirador e motivante, em que a gente se obriga a estudar muito e estar sempre atualizado, por isso foi uma experiência ímpar na minha vida. Além do mais, eles faziam questão de sempre estar nos shows que eu apresentava nas noites da cidade ou até nas "violadas" no barzinho, na frente da Escola. Então, com isso, fiz grandes amigos ali.

Desde: Como ingressou na área musical?

JM: Quando entrei em Odontologia, já tinha uma banda de pop rock há tempos (nos anos 80, toda garagem tinha uma né?!), que até levou o nome de Boca Atentada, inspirada no batom vermelho de uma de minhas colegas de turma. Nessa época, eu não tocava, só era vocalista. Paralelo a isso, como gostava muito de samba também, aos domingos, me reunia com amigos bons de instrumento (surdo, pandeiro, tamborim e cavaco), e a gente fazia uma roda de samba numa sorveteria de Barra Mansa, sem cachê, só por gostar de samba. Ali, eu aprendi a arranhar um cavaquinho e transformava tudo em samba (Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Lobão etc.). Além, é claro, dos sambas tradicionais, de enredo. A rua parava de tanta gente que gostava de frequentar lá. O samba era tocado e cantado sem microfone e quem atravessasse ou entrasse na roda tocando errado, levava um cartão amarelo (que eu levava sempre no bolso). Se persistisse e continuasse errando, levava um vermelho. Era hilário! Depois de um tempo, comecei a sentir vontade de fazer um som mais intimista e menos barulhento. Foi aí que comecei a arranhar meu violão e a me apresentar em alguns lugares, só com violão e voz. Foi num show desses, no Bar Gaia, em Barra Mansa, que duas alunas da Faculdade (Cláudia e Gláucia) me apresentarem ao Gutemberg, pedindo que eu deixasse ele dar uma "palinha" comigo. Ele buscou o atabaque no carro e aqui estamos, desde então.

Desde: Neste ano, a dupla Julinho Marassi e Gutemberg completou 25 anos de carreira. Quais foram os maiores desafios ao longo desse tempo? O que valeu a pena? O que não valeu?

JM: Acho que TUDO valeu a pena e ainda vale! Quando a gente descobre que pode viver de um dom que tem, passa a se achar um privilegiado, que não precisa trabalhar para viver. Você faz uma parada com amor e carinho e vem alguém ainda te pagar por isso?! É fantástico! O maior desafio é você ser COMPOSITOR e ter que gritar a sua obra nos quatro cantos, para que alguém (que, muitas vezes, não entende nada de música), fale a você se ela merece ou não ser divulgada na grande mídia. Como eu escrevi na música Acorde, Brasil: "…é difícil ser o escolhido, sem padrinho, sem pistolão...", e também que a gente "…tá na mão de quem não sabe nada". Então, vivemos aí... uma vida inteira batendo em portas... e elas batendo na nossa cara! No Brasil, tem muitos Neymares, Pelés, Miltons e Chicos que passarão em branco por toda vida, porque passaram despercebidos. Você só entra se for por interesse de alguém! Então, nosso papel é flertar com possíveis interessados em ganhar dinheiro com o nosso talento. E para isso acontecer, vivendo no interior, passa a ser mais difícil ainda; apesar de a internet ter aumentado bastante nossas chances. Eu só soube que o Chay Suede cantava ou cantou Aos Meus Heróis no show dele, porque um fã meu, do Mato Grosso, mandou o vídeo para mim. Ele cantava e não citava o autor, que seria o mínimo que a gente precisaria, para sentir o reconhecimento. Além disso, você tem que enfrentar o modismo. Agora, por exemplo, o Brasil virou uma imensa Goiânia, pois só tem espaço para o Sertanejo Universitário. Vivi vários modismos (o próprio Sertanejo não universitário, o Pagode, o Axé, o Funk), mas nada foi igual a isso que estamos vivendo agora. A única febre que eu não vi, foi a febre da MPB. Talvez, até porque os "Meus Heróis" sempre estiveram calados, não só "nessa hora", como desde que já tinham "escrito a sua história"; e que se f...a minha história ou a das outras gerações! Está mais para decepção, do que para desafio.

Desde: As letras das músicas de vocês são bem interessantes. Aos Meus Heróis, por exemplo, é um clássico que deve ser conhecido por mais gente. Num entrevista, você afirmou que ela foi composta para apresentar à juventude artistas que, talvez, ela não conhecesse, como o Taiguara. Você acha que alcançou esse objetivo inicial?

JM: Eu tenho a impressão de que, se essa música tivesse entrado na "grande mídia", conseguiríamos alguma coisa bastante significativa nesse sentido, sim. Pois, mesmo sendo um trabalho divulgado apenas nos nossos shows e na internet, eu tive dezenas de solicitações de professores de escolas de diversas cidades, pedindo autorização para trabalhar a letra dessa canção em sala de aula. Juro que tentei mostrar para muito jovem a riqueza da nossa música. O Brasil só lembra da sua MPB quando estamos expostos ao mundo, como agora nas Olimpíadas. Por que não tocaram um sertanejo universitário para Gisele desfilar? Estou brincando... não sou contra ritmo nenhum! Tenho a cabeça bem aberta, graças a Deus. Mas tudo demais, faz mal. Até água demais afoga!


Desde: Ainda falando de Aos Meus Heróis, na letra, você diz: "Eu também gosto de dançar o pancadão/Mas é saudável te dar outra opção". A música nasceu, também, por causa da sua insatisfação ao ver a dupla Serginho e Lacraia, num famoso programa de TV, cantando Eguinha Pocotó. Analisando algumas letras de hoje em dia, podemos dizer que Eguinha Pocotó criou tendência?

JM: Eguinha Pocotó virou cantiga de criança, perto do que se ouve hoje! No submundo do funk, as letras que se cantam são, muitas vezes, impublicáveis. Como eu disse, não sou contra essas músicas que as pessoas fazem só para se divertir ou dançar, mas "é saudável dar outra opção" ao jovem. 

Desde: Qual análise você faz da música brasileira de hoje?

JM: Tenho saudade dos gênios da MPB... Temos algumas coisas boas que vieram depois (Paulinho Moska, Lenine), mas é muito pouco perto de tantos anos. Eu confesso que tenho grande dificuldade de ouvir coisas novas da MPB e gostar de cara, como acontecia quando comprava um CD de inéditas do Djavan. Acho que a música brasileira nem precisava criar nada novo agora (neste momento, não, pois a hora é de resgate da autoestima). É como na guerra, quando a tropa está abatida, é preciso recuar, se reorganizar com os soldados que sobraram e voltar à luta. Somos capazes de fazer ótimas releituras de músicas, para que as novas gerações possam conhecer um pouco da verdadeira cultura brasileira; mostrar que o que nos levou a ficar mundialmente conhecidos não foi isso que está aí na mídia agora. A Garota de Ipanema jamais vai ficar ultrapassada ou velha; o Oceano, do Djavan, jamais estará poluído; o Malandro, do Chico, jamais morrerá de navalhada em briga de rua; a Moça Bonita, do Geraldo Azevedo, será sempre moça e bonita dentro do nosso coração. Tudo isso, com a "Bênção" de Vinicius de Moraes. Atenção, jovens, regravem Cartola, regravem João Bosco, regravem poesia, beleza... imortalizem-se junto com as canções já imortalizadas!


Desde: Em que ano Acorde, Brasil foi composta? A letra dela é bem atual. Além de falar da nossa realidade política, a música tem versos que tocam na ferida do nosso universo cultural, como "É difícil ser o escolhido, sem padrinho, sem um pistolão/Mas, amigo, o sol nasceu pra todos, acredite na sua canção". Nesse sentido, você acha que, um dia, o Brasil vai acordar? Vai ser um país mais justo de verdade?

JM: Ela é do ano 2000. Nessa letra, eu explodi de forma conjunta com várias coisas que via e não concordava. Uma foi aquele Zé Henrique, vocalista da Banda Yahoo, que, ao ouvir Aos Meus Heróis inteira no estúdio dele, no Rio, falou para mim que a música era boa, mas que precisava de um refrão para poder estourar. Agradeci, virei as costas e fui embora puto da vida! Por isso, a frase: "Me cansei de aguentar calado, não nasci pra acompanhar rebanho/Estar na mão de quem não sabe nada, 'prestenção' no que eu estou falando/Não adianta você ser sincero/Ser honesto e ter bom coração/Se você não entra no sistema/Fica fora da programação”. Na mesma época, a gente via que as pessoas entravam na política, até com a  intenção de mudar as coisas, mas, chegando lá, se vendiam ao sistema e nada podiam fazer; mas também não botavam a boca no mundo. Simplesmente, pegavam sua parte e ficavam quietinho: "Cadê seu ideal de quando era novo?/Nada te segurava, você veio do povo/Você não tinha medo e agora se calou/Entrou no ninho de cobras, na gente, nem pensou/Se sente ameaçado? Bota a boca no mundo/Sai limpo dessa história,sai desse lixo imundo/Se os bons fizerem isso, nós somos a maioria/A gente lava a roupa, renova a energia". Além da inércia dos jovens da minha época, que só queriam saber de "viajar" nas drogas: "O mundo tá melhor, não sou “viajandão”/Pergunta pra galera que viveu na repressão/Cadê a juventude? Dá “tirinho”, tá fumando/Se livra dessa droga, que o tempo já tá passando/Se você não assume a responsabilidade, os velhos vão ficando por pura vaidade/Eu tô botando a cara sem medo de apanhar/Mas essa é minha sina, eu vim pra te acordar...". E das diferenças sociais gritantes no país, a Igreja comprando canal de TV para poder aumentar mais seu rebanho: "Classe média tá desesperada/Classe baixa tá passando fome/Classe alta tá dando risada/Deus me ajude a igualar os homens/Religião virou meio de vida/Tomou conta da televisão/Cidadão, “cê” não precisa disso/Deus tá dentro do seu coração!". Acho que o país e os brasileiros estão desgastados e descrentes dos nossos políticos. Ainda mais depois que o cara que poderia ser o "Salvador da Pátria" de tudo isso, cujo discurso era exatamente acabar com a razão de ser da minha música, se deixou levar pelo canto da sereia. Lula teve a faca e o queijo na mão, pegou um país voando, com uma credibilidade internacional invejável, moeda estável e deixou escorrer pelas mãos a chance de ser um dos maiores governantes do mundo. Não estou falando aqui de assistencialismo eterno, não. Estou falando do cara que hoje não tem nada, receber todo o auxílio necessário do governo para se erguer, sair da miséria, conseguir seu sustento, crescer e poder parar de receber esse benefício, para que outro, em situação pior que a dele, possa vir a receber no seu lugar. Como cantou o Fagner: "Um homem se humilha, se castram seus sonhos/E o sonho é sua vida, e vida é TRABALHO/E sem o seu trabalho, um homem não tem HONRA/E sem a sua honra, se morre, se mata/Não dá pra ser FELIZ”. Não tem como dar tudo para sempre a todos que precisam. Tem que existir um incentivo para que a pessoa deixe a miséria e passe a produzir, ou vamos todos quebrar juntos. Esse deslize do Lula retardou bastante o nosso sonho. Mas nada acontece  à toa. Estamos passando por um momento importante de mudança e sou otimista quanto a ele. Nunca imaginavámos ver presa gente de colarinho branco. Nunca vimos tanta participação política das pessoas, como hoje, principalmente pela internet. Importante isso, pois é democracia. Nossa democracia está engatinhando ainda, seria muita pretensão que tudo funcionasse perfeitamente, mas estamos caminhando. 

Julinho Marassi: música, poesia e consciência social. Foto: Bruno Cancela 

Desde: Eu e a Lua é uma parceria sua com Manno Góes, talentoso compositor baiano. Como nasceu essa aproximação?

JM: Manno é muito amigo de um amigo nosso, Gustavo Siqueira, aqui de Volta Redonda, irmão de Rafa de Paula, que já foi o nosso empresário. Toda vez que tinha show por aqui, a gente acabava estando junto em churrasco ou algo assim. Um dia, eu estava em casa e Manno falou comigo pelo MSN. Elogiou a minha música Aos Meus Heróis e falou: "Vamos fazer uma música?" Eu respondi: "Quando você quiser! Será uma honra para mim, amigo!". Aí, ele disse: "AGORA!", e escreveu os primeiros versos: "Escrevi em bronze o que foi bom/Escrevi em água o que eu não quero lembrar/Saio da sua vida pra sempre/Pois tenho a certeza que eu não quero mais voltar." Eu fiquei mudo, até porque era um monstro sagrado falando em compor junto comigo. Peguei papel e caneta e comecei a escrever. Confesso que, em uns vinte minutos, a letra estava pronta, pois lendo a estrofe dele, vi que era um término de namoro. Como a namorada dele era especial e difícil de ser substituída por alguém comum, ele acabou se apaixonando pela lua. Quando fui falar com Manno, ele já estava off-line. Depois, enviei para ele por email. Ele me disse que só tinha feito uma estrofe e que não era justo ser parceiro. Eu disse que fazia questão disso, pois, além da ideia ter sido dele, e a inspiração do tema também, seria uma honra muito grande para mim ser parceiro do Manno Góes. E, assim, registrei a música com Manno como coautor.

Desde: Qual artista da música baiana, que não é apenas Axé Music, chama mais a sua atenção atualmente? Por quê?

JM: Eu acho a Bahia fantástica, pois muita gente talentosa veio daí. Não conheço as coisas novas, mas minha cultura musical vem de uma mistura bem baiana: A Cor do Som, Raul Seixas, Caetano, família Caymmi, que sou muito fã, Baby, Pepeu, Armandinho, Gilberto Gil, Moraes Moreira...

Desde: O que você gosta de ouvir?


Desde: Você e Gutemberg administraram o Appaloosa e o Cana Café, respectivamente, por 20 e 11 anos. Recentemente, se desligaram dessas casas de show. Qual foi a razão?

JM: No início do Appaloosa, que era uma casa que só funcionava aos sábados, nós tocávamos lá todo sábado, mas mantínhamos nossa carreira de músicos com grande atividade, tocando em vários lugares no Brasil. Depois que pegamos o Cana Café, que funcionava de quarta a domingo, começamos a deixar de lado a carreira, pois a casa nos deixava presos. Estávamos necessitando voltar a fazer aquilo que a gente gosta de fazer, que é TOCAR. Aí, de uns anos prá cá, apareceram várias casas na mesma cidade e o negócio já não estava tão vantajoso. O risco de se fazer eventos bancados, hoje em dia, é muito grande. Considero que fizemos a nossa parte, no ramo de entretenimento, na nossa região. Agora, retomamos a estrada novamente e que Deus nos guie pelo melhor caminho. Tudo na minha vida aconteceu muito naturalmente, assim como as  duas casas surgiram de repente e nos tornaram empresários da noite para o dia, elas também se foram de repente e nos tornaram músicos novamente. Então, vumbora cantar!

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YouTube da dupla Julinho Marassi e Gutemberg: www.youtube.com/julinhomarassiegutemberg
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