quarta-feira, 20 de setembro de 2017

"Só eu sei/As esquinas por que passei/Só eu sei..."

Imagem: divulgação

Obrigado, Antonio Olavo. Muito obrigado por Travessias Negras. Obrigado demais! Hoje, amanhã, sempre e para sempre! Só sendo negro para constatar a importância dessa série documental. Não adianta dizer que tem amigo negro e, por isso, tem consciência do racismo que está presente na nossa sociedade. Não adianta! É no coração de quem tem a pele negra que o documentário bate mais forte. A série, que estreou hoje, na TV Educativa da Bahia, "busca retratar a vivência de jovens negros e negras, morador de periferia [sic], que ingressaram na universidade através das políticas afirmativas; ou seja, através das cotas, em cursos considerados e tidos como nobres: medicina, comunicação, direito e letras...", nas palavras do próprio Olavo, diretor do audiovisual.

Quem é negro e sofre o racismo diário, se identifica com os depoimentos dos personagens. As falas poderiam ser de qualquer um de nós. O histórico dos depoentes, as angústias, o sofrimento. Tudo isso é nosso também. Faz parte da gente. Lembro bem de uma professora medíocre da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA) que, diante de minha negativa em contribuir para a compra de um cabo para a câmera, esbravejou: "Você gasta dez reais com droga, com baseado, e não quer ajudar a comprar o cabo?". Antes de qualquer atitude, a gente paralisa. Depois, pensa como agir. Falei para ela que não fazia uso daquelas porcarias que ela citou e que achava um absurdo uma professora concluí aquilo sobre mim. Ela tentou reconsiderar, disse que não estava falando só de mim e apenas reafirmou o preconceito. Claro: um estudante negro, rasta, fruto das políticas afirmativas, numa faculdade de comunicação, só podia ser usuário de droga, não é? Fala sério! Não tomei uma atitude mais séria, como abrir processo por calúnia e difamação, além de injúria racial, porque um familiar da professora estava doente. Doença séria. Fiz uso da empatia.

Numa outra ocasião, com outra professora da referida faculdade, propus uma pauta sobre a trajetória do pagode baiano e quase fui trucidado pelos discursos carregados de preconceitos, discriminações e racismo. Tanto da docente quanto dos coleguinhas que hoje vomitam consciência social nas redes sociais digitais. Ai, ai.

O racismo quer que a gente não seja. O grande barato é que ele só quer, não significa que vai conseguir. Se depender de mim, não vai. É muito difícil mesmo, para uma sociedade racista, aceitar um negro com a autoestima no céu, que sabe que é bonito, inteligente e capaz de chegar aonde quiser. Esse negro sou eu! Como escreveu o poeta: "... só fito os Andes...". Obrigado, Travessias!

domingo, 20 de agosto de 2017

"Sou jornalista..."


Jornalistas se acham, pela própria natureza da profissão (Argh!). Entretanto, não deixa de ser reconfortante testemunhar, com a ajuda das tecnologias atuais, quando alguém coloca esses profissionais no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído: o de informar com responsabilidade. Ponto. Essa é a principal função do jornalista. O contrário é maquiagem que se usa em eventos sociais: subterfúgio para disfarçar uma constatada imperfeição. O episódio envolvendo o técnico do Esporte Clube Vitória, Vagner Mancini, e o jornalista da Rádio Bandeirantes, Felipe Garraffa, só serve para constatar como o jornalismo está infectado pelo vírus da arrogância e da presunção.

Ontem, após a partida entre o Vitória e o Corinthians, na qual o time baiano saiu vencedor, Mancini concedeu uma entrevista coletiva e se deparou com a evidente parcialidade de Garraffa em relação ao desempenho dos clubes no jogo. Houve uma tensão entre o técnico e o jornalista. Mancini retrucou o que chamou de "visão equivocada" de Felipe. Este, por sua vez, trouxe dados que faziam sentido apenas para ele. Contudo, o que chama atenção no caso, além da sofrível prática jornalística, é o vírus que está inoculado em quase todos os analistas do cotidiano: o de estar (ou achar-se) acima do bem e do mal. Ao ser hipoteticamente chamado por Mancini de corintiano, Felipe respondeu: "Não. Sou jornalista", demonstrando, assim, uma arrogância tão presente no universo dos jornalistas quanto a escolha da pauta do dia.

Por sinal, justificar qualquer estupidez com a oração "Sou jornalista" é a atitude mais arrogante que tenho visto nos últimos tempos. "Coisão" ser jornalista, não é?! Para alguns, é. Mas, o que muitos profissionais esquecem, ou fingem esquecer, é que o jornalismo é apenas mais uma atividade profissional que existe na sociedade. Ela não é melhor nem pior. É mais uma. Jornalistas não são sabichões, não estão acima do bem e do mal, nem determinam, com a visão subjetiva dos fatos, como as coisas devem ser. É uma ilusão pensar isso. Principalmente, nos dias de hoje, com o advento das novas tecnologias da informação e da comunicação e as mudanças ocorridas na dinâmica de produção de conteúdos informativos.

Clóvis Rossi, uma leitura básica para quem está iniciando no jornalismo, afirma, no livro O que é Jornalismo (1980, Brasiliense), que "a imprensa brasileira ainda não venceu a regra não escrita de que o jornalista é um especialista em generalidade. Ou, em outras palavras, um sujeito que sabe pouco de muitas coisas". Ou seja: por trás de um "Sou jornalista", tem a arrogância, a presunção e o pedantismo, mas falta a consciência da verdadeira função social da profissão, além de sobrar muita imodéstia. Que o episódio com Mancini seja mais uma lição. E sem corporativismo!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Quando o buraco é mais embaixo e eu faço questão de empurrar

A indústria da cortesia. Foto: Raulino Júnior

A lista amiga não é amiga. Não vivo da renda de espetáculos artísticos, tampouco sou milionário, mas tenho consciência de que artistas precisam ser valorizados pela arte que produzem, e isso perpassa também pela valorização financeira. Todo mundo sabe que viver de arte, no Brasil, é um sonho que se torna real para poucos. Todo mundo sabe. Mas o que é que, sendo generalista, todo mundo faz? Nada. No menor sinal de "coloque o seu nome na lista e pague meia", o que se vê é uma corrida desenfreada, tal qual formiga atrás de doce. É complicado. A indústria da cortesia está acabando com o fazer artístico de milhares de pessoas. Muitas vezes, os próprios artistas dão vazão para isso. Como combater esse mal? É o convite que eu faço: vamos pensar?

A Lei 12.933, de 29 de dezembro de 2013, que dispõe sobre "o benefício de pagamento da meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artísticos-culturais e esportivos", é categórica ao dizer que apenas estudantes regularmente matriculados, que comprovem a sua condição de discente, têm direito ao benefício. Na prática, não é isso que acontece. Sem querer falar das ações fraudulentas que certamente pululam Brasil afora, há um instrumento ilegal que está tomando conta das casas de espetáculo há algum tempo: a tal da lista. "Ilegal" porque não existe legislação que embase tal procedimento. E o pior: a lista é, quase sempre, avalizada pelos próprios artistas, profissionais que não vivem da sua arte, por diversas razões, e que têm de se sujeitar a isso, para seduzir a audiência. É uma espécie de autoboicote. Ele existe e, talvez, o artista não perceba que está dando espaço para que isso aconteça. A criação de uma lista, que não tem legalidade alguma, não seria uma forma de desvalorizar a criação que já anda tão desvalorizada? Todos precisam pensar sobre isso. Principalmente, os fazedores de arte.

Como um artista de teatro, por exemplo, consegue manter a sua arte viva descambando para a lista amiga? Observe: eu sou um ator, faço das tripas coração para levantar um espetáculo, ensaio por horas a fio, perco noite, participo da produção e, quando estreio, percebo que as pessoas próximas, minhas amigas, só se sentem estimuladas a ir ao espetáculo se eu conceder uma cortesia ou colocar o nome dela na lista. Dessa forma, ela não paga nada ou paga a metade do valor do ingresso. No final, quem paga o meu trabalho? Eu mesmo?! Essa conta não fecha. Não tem que ser assim. Não pode ser assim.

O nome na lista no intuito de pagar meia causa um outro problema, que tem a ver com a legislação vigente. De acordo com a lei, "a concessão do direito ao benefício da meia-entrada é assegurada em 40% (quarenta por cento) do total dos ingressos disponíveis para cada evento". Se há essa restrição, como é que um instrumento ilegal, como a lista, continua existindo, uma vez que ela passa a ser (ou deveria passar, para que não houvesse injustiças) um "benefício" à parte do 40% do total de ingressos disponíveis? Essa conta não fecha. Quem paga? Como ficam as pessoas que têm o direito legal de pagar meia-entrada nisso tudo? Como se sentem as pessoas que podem pagar, mas, ainda assim, colocam os seus nomes nas famigeradas listas? 

A cota de meia deve ser destinada para quem realmente tem o direito de pagar meia. Caso contrário, mais uma encruzilhada será fomentada e os menos favorecidos serão sempre os atingidos. Você, que se vê como sujeito sensível a essa causa, nem perceberá que o buraco é mais embaixo e que você está fazendo questão de empurrar aquele artista que admira para lá. 

terça-feira, 4 de julho de 2017

#DesdeEmTrânsito: Reunião Ampliada "Cultura e Desenvolvimento"

Imagem: divulgação
Por Raulino Júnior 

A Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia sediou a segunda Reunião Ampliada da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador. Com o tema Cultura e Desenvolvimento, o evento, que aconteceu hoje, foi mediado pelo vereador Sílvio Humberto e teve a participação de Carol Barreto (designer de moda, professora e doutoranda em Cultura e Sociedade pela UFBA), Tiganá Santana (doutorando em Letras, cantor e compositor) e Albino Rubim (professor e pós-doutor em Políticas Culturais). O Desde esteve lá e fez uma cobertura via Twitter (@RaulinoJunior), para mais uma edição do especial #DesdeEmTrânsito. Veja o resultado.

A Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Salvador quer, segundo o vereador Sílvio Humberto, ouvir a sociedade civil para pensar políticas culturais para a cidade. As reuniões ampliadas são parte dessa ação.
O professor Henrique Tomé parabenizou a ação e salientou a importância de a Faculdade de Economia da UFBA sediar o evento.
Pois é! Es-tra-té-gi-ca!
Mais sobre o Modativismohttps://www.facebook.com/carolbarretodesigner
É isso aí!
Não é difícil de entender, não é?
Com certeza!
No tweet de correção, um erro na hashtag. Desculpa!
Faltou o hífen após o "pós". Desculpa!
Ufa! Que bom! É raro de ver!
Infelizmente, não foi possível participar do encerramento do evento. Até a próxima edição do #DesdeEmTrânsito!

Todas as fotos foram feitas por Raulino Júnior.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O pop que vem de Minas

Em entrevista exclusiva para o DesdeCaio Dias fala sobre música brasileira e apresenta o seu funk tropical
Caio Dias: funk tropical oriundo de Minas Gerais. Foto: Manoel Max

O mineiro Caio Dias começou a cantar aos 12 anos, participando de grupos musicais na igreja, em Belo Horizonte, cidade onde nasceu. Aos 22, se profissionalizou. Morou nove anos em Goiânia e lá, em parceria com a amiga Katia Helenice, fundou o grupo Baú Novo, de "samba alternativo". A banda colocou os goianienses para sambar de 2012 a 2015. Na época, Caio era Deny Robert. Ou Deny Robert é Caio? Ele explica: "Meu nome de batismo é Deny Robert Oliveira Costa. Aquela coisa criativa dos pais, que fazem a junção de gringo com português nos nomes das crianças", diverte-se. Resolveu assumir o pseudônimo "Caio" por ser de fácil assimilação para o público: "Com o tempo, percebi que as pessoas tinham muita dificuldade em falar, escrever [ele se refere ao nome Deny Robert]. Desde a infância, eu sempre me apresentei às pessoas repetindo meu nome mais de uma vez. Quando assumi um estilo mais pop nacional, quis deixar mais fácil para o público essa associação do meu trabalho com o meu nome. Caio é um pseudônimo que usos desde os 16 anos de idade. Optei em assumi-lo artisticamente, até por considerá-lo mais latino", explica. Hoje, aos 27, e morando em Maceió há três meses, Caio se prepara para mais uma mudança: voltar para o Sudeste. "Meu foco aqui foi divulgar o trabalho na região e sentir a reação das pessoas. Em breve, terei mais clareza, mais planos se desenham para São Paulo".

Nesta entrevista multimídia, feita por e-mail, o cantor e compositor fala sobre a cena pop do Brasil, apresenta o seu primeiro EP, o Funk Tropical, e revela planos de fazer show em Salvador: "Estou em diálogo com um produtor local, ainda definindo os detalhes, para organizar um evento em Salvador em meados de julho ou agosto. Estou na expectativa de que dê certo". Enquanto isso não acontece, conheça um pouco do trabalho dele nas linhas a seguir.

Desde que eu me entendo por gente: Antes de enveredar para o pop, você fazia um trabalho de "samba alternativo", com a banda Baú Novo. A mudança de estilo se deu por vontade própria ou por alguma imposição empresarial/mercadológica? Caio Dias: Por pura escolha minha. Amo o samba. Amo nossa música de raiz, mas sou jovem e desejo transmitir o que penso e sinto a um público que se parece comigo. O samba sempre foi uma influência paterna muito forte em minha vida, porque meu pai tocava pagode por hobby. Quando mais novo, eu acordava todos os sábados ouvindo Raça Negra. Mas, com o decorrer do projeto Baú Novo, percebi que desejava algo mais performático na minha carreira.

Desde: Por falar nisso, o que é o pop para você?



Desde: Quais são as suas principais influências musicais?
CD: Todas possíveis! Mas, principalmente, música nacional de raiz e black music. Sou apaixonado por jazz e rhythm and blues.
Desde: Qual artista influencia, diretamente, o seu trabalho atual? CD: Puxa! Eu faço tanta vitamina na minha cabeça. Posso citar muitos, por várias pontos específicos. Vou resumir dizendo: a nova safra do pop nacional, para ser justo.

Desde: Qual análise você faz da atual cena do pop no Brasil?



Desde: Por que escolheu Maceió para dar início ao atual trabalho? No Sudeste, de onde é oriundo, não seria mais fácil? Ou, como a concorrência lá é maior, você preferiu explorar um mercado no qual seu som seria uma novidade?

CD: Gosto de experimentar. Quis trazer uma interferência a uma região com uma cultura musical tão consolidada, como o forró e, atualmente, o "forronejo". Num local onde as pessoas já ouvem pop/funk, pode ser que passasse despercebido. Queria sentir de perto a reação do público. Para mim, funcionou como amostragem mesmo. Está nos planos seguir para o Sudeste, após concluir essa divulgação aqui. Além do mais, MACEIÓ É LINDO!

Desde: No seu trabalho, a dança e a música estão sempre juntas, uma característica comum do universo pop. Como é ser um homem no pop brasileiro, principalmente considerando a estética que você traz?
CD: Um desafio, porém divertido! Estou visitando meus limites com esse trabalho. Tem sido terapêutico, acima de tudo. Crescemos ouvindo que homem não dança, não usa short curto, não rebola, não sensualiza. Mas a verdade é que o corpo é um mundo. O movimento dele é sexy, bonito, sem gênero. Fazia dança na infância e parei, me engessei quando adolescente e adulto, por medo de sofrer chacota, porque diziam que "quem dança é mulher". Me permito fazer o que acredito hoje em dia.
Capa do EP Funk Tropical, de Caio Dias: músicas dançantes e narrativas sobre relacionamento. Imagem: José Alves Neto
Desde: Recentemente, você lançou o EP Funk Tropical, com quatro faixas. Qual é o conceito da obra?
CD: Vida noturna, boemia contemporânea! A noite é pura alegria, gente! Sabendo aproveitar, a gente vive um universo de possibilidades.

Desde: O que é o funk tropical? Explica esse gênero.



Desde: Para brincar com um trecho de Vírus: qual é a sua fama na roda? 

CD: Sóbrio, exigente. Bêbado, biscate. [Risos].

Desde: A música Freelance é autobiográfica?

CD: É biográfica! Conheci uma garota de programa numa balada, certa vez, no fumódromo. Estávamos todos conversando, falando sobre nossas experiências de vida e ela disse que era garota. Achei muito interessante e ficamos conversando por horas. Apesar de ser lésbica, ela falou como lidava profissionalmente sobre fazer sexo com homens. Não gostava, mas era o trabalho dela. Ainda disse que começou após uma desilusão amorosa, porque descobriu que uma antiga companheira fazia programa às escondidas. Ela a perseguiu até uma casa de stripper e viu a ex nua no palco. Ficou muito indignada, tirou a roupa e começou a dançar também. Recebeu uma proposta de um dos participantes para uma dança particular e recebeu R$ 200. Ali começou tudo. Achei um tipo de superação tão inusitada que, dias depois, compus Freelance. Afinal, quem não vende romance a qualquer preço subjetivo, para superar uma dor de amor?
Desde: A sonoridade de Spell remete muito a Elvis Presley e ao rockabilly. Alguma influência?

CD: Muito! E de Amy Winehouse também! Meus divos do jazz e rockabilly.

Registro da gravação do viedeoclipe da música Só vai bastar. De trás pra frente: Will Sousa, Caio e Paulo Vitor. Foto: Manoel Max
Desde: Só vai Bastar foi a primeira música de trabalho do seu EP. Ela é dançante e bem radiofônica. Como foi a receptividade do público com essa obra? O que as pessoas falam para você?

CD: Gostaram bastante! A primeira palavra: chiclete! Mas os esforços de divulgação dela foram apenas locais. Como comentei lá em cima, queria fazer uma amostra antes. Após o lançamento de Freelance, no fim do mês, intensificaremos os esforços para divulgar o EP nas demais regiões.

Desde: Profissionalmente, você tem pouco tempo de carreira artística. Em geral, quem está começando, tem muito interesse de se mostrar, se fazer conhecido. No seu EP, você não aparece na capa, mas na contracapa. Por que optou por isso?


Desde: Você disse que usa "Caio" desde os 16 anos. Por que "Caio"? E por que "Dias"? CD: Porque Caio sempre foi meu alter ego "salvador". Venho de uma família muito religiosa, evangélica. Quando estava me assumindo, tinha certo receio de me expor. Caio sempre foi minha versão ousada na noite, destemida, abusada, digamos assim. O Dias é um sobrenome que se conectou com Caio pela sonoridade. Não tem uma motivação específica. Creio que todos nós temos várias versões. Freud defende essa teoria. Outra ferramenta que estudei já adulto, o Eneagrama (super-recomendo), também propõe isso. Temos diversas máscaras sociais que cobrem uma essência, na tentativa de autodefesa. Maturidade é assumir o melhor de cada uma delas, assumir nossa lado sombra como parte das nossas virtudes, um caminho necessário à evolução. Me sinto bem e preparado para assumir o melhor de Caio Dias na minha carreira.
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Canais de Caio Dias nas redes sociais digitais:

quarta-feira, 7 de junho de 2017

#DesdeEmTrânsito: mesa-redonda "Direitos Autorais"

Arte: Leo Araujo
Por Raulino Júnior 

Hoje, na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (EMUS/UFBA), aconteceu a mesa-redonda Direitos Autorais, cujo objetivo foi debater aspectos importantes da relação entre compositores e consumidores de música. A atividade, coordenada pelos professores Alexandre Ávila e Uirá Nogueira, contou com a participação do advogado autoralista Ricardo Duarte, o representante da Associação Brasileira de Música e Artes (ABRAMUS), João Portela, e o cantor e compositor Manno Góes, que faz parte da diretoria da União Brasileira de Compositores (UBC). A ABRAMUS e a UBC são duas das sete associações de gestão coletiva de música que integram o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD). O Desde esteve lá e fez uma cobertura via Twitter (@RaulinoJunior), para mais uma edição do especial #DesdeEmTrânsito. Veja o resultado.

Na verdade, Ricardo Duarte é advogado "autoralista". "Advogado autorais" foi um erro. O Desde pede desculpas.
Interessante!
Oxente!
Atenção!
Na verdade, a ABRAMUS atua nas artes visuais, através da AUTVIS. Mais informações: www.abramus.org.br
As setes associações que integram o ECAD são: ABRAMUS, AMAR, ASSIM, SBACEM, SICAM, SOCINPRO e UBC.
O correto é: "... de as pessoas perceberem...". O Desde pede desculpas pelo erro.
Declarar é muito importante!
Imagine?!
Absurdo!
E aí: qual é a sua opinião sobre isso?
"Malandramente" no topo.
Então...

De acordo com Manno Góes, Salvador, a cidade da música, não paga direito autoral. Vixe!
Mais informações sobre ISRC: www.ecad.org.br
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk!
Acabou! Até a próxima edição do #DesdeEmTrânsito!

Todas as fotos foram feitas por Raulino Júnior.
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